Capitulo 12 - Encontros e Mais Encontros Parte 2

Mais uma vez os dois jovens almoçaram juntos, tal como no dia anterior. Depois de um logo tempo agradável na esplanada do bar onde tinham comido, a falarem e a conhecerem-se melhor, passaram o resto do tempo juntos sentados num muro de um parque de estacionamento.
Desta vez quem mais falou foi a simpática rapariga. Para sua surpresa, ele pediu-lhe para lhe contar como fora o seu tempo no colégio. Mary contou-lhe tudo com um pequeno sorriso inocente na cara, e contou-lhe também acerca da lista que estava a fazer com Kim e Alexa.
Justin levou uma mão ao bolso do casaco e voltou a levar um cigarro à boca, juntou as sobrancelhas ao acende-lo e quando o fez olhou-a.
- E que coisas tem nessa lista?
- Tu sabes, coisas que seria normal uma adolescente já ter experienciado mas que ainda não tive essa oportunidade. – olhou para baixo, para as suas pernas cruzadas á chinês.
- Hum, estou a ver... E estás a ver alguma coisa em que te possa ajudar a riscar da lista? – Mary começou a pensar no assunto, e Justin sorriu soltando o fumo na sua direcção. Ela virou a cara na sua direcção e abriu a boca numa exclamação.
- Não! Eu não posso fazer isso – abanou freneticamente a cabeça, fazendo-o rir.
- Porquê? É uma coisa que normal que os adolescentes experimentam... – ela continuava a abanar a cabeça. – Tudo bem betinha, tu é que sabes. Também não te quero levar para maus caminhos – voltou a levar o cigarro à boca e moveu as sobrancelhas para a provocar.
Mary pensou melhor no assunto. Ele tinha razão, era uma experiencia normal da adolescência. E apenas um pouco para experimentar não lhe iria fazer mal, com certeza.
A rapariga fechou os olhos, suspirou e estendeu a mão na direcção do rapaz – tudo bem. Eu faço-o.
Ele olhou para ela e riu-se.
- De certeza? Não te obrigo a fazer nada.
- Não não, eu quero! – assegurou ela, endireitando-se e descruzando as pernas, deixando-as descair no muro. Justin voltou a rir-se e, depois de lhe dar todas as instruções para ela ser capaz de travar, entregou-lhe o cigarro. Ela fez exactamente como ele lhe explicara, e, ao sentir o fumo penetrar nos seus pulmões começou a tossir. Ele riu-se e agarrou no cigarro que ela lhe estendia de volta, acabando de uma vez com ele.
- Foste feita para isto! – gozou ele.
- Credo, isso é horrível! – declarou ela, ainda a tossir – Como é que consegues gostar daquele sabor terrível?!
- Há pessoas que gostam à primeira, há outras que se limitam a habituar ao sabor. – encolheu os ombros.
- Isso é estúpido! – pensou em voz alta. Se não gostam à primeira porque razão irão continuar só para se habituarem ao sabor? Se não gostam do sabor, melhor para eles, é da maneira que não têm problemas de saúde e não gastam dinheiro nisso!
- Hey, as pessoas são estúpidas, por natureza! – ele levantou-se e começou a andar de volta para o carro – Anda, vamos! – chamou, fazendo-a levantar-se também e ir atrás dele.
∞∞∞
O Range Rover de Justin parou em frente á casa de Mary. Ela ia despedir-se dele e sair depressa do carro, antes que os seus pais chegassem e os vissem, mas deteve-se ao ouvir a sua voz.
- Então e agora? Quando podemos repetir? – perguntou ele com uma voz baixa, olhando para ela. Mary, que tinha o seu olhar direccionado para as suas mãos, sorriu. Ele estava a gostar de passar tempo com ela, e isso agradava-a, porque o mesmo se passava com ela.
- Bem – pôs uma madeixa de cabelo atrás da orelha e ergueu o olhar, encarando-o -, eu vou estar fora durante as ferias todas, portanto só mesmo quando as aulas recomeçarem.
- E não pode ser antes? – ele nem se controlava antes de falar. Não ponderava se se devia conter ou simplesmente arriscar. Ele estava a gostar bastante de estar com ela, de conversar com ela. Ela fazia-o sentir-se bem.
- Vou-me embora no sábado, e amanhã vou estar com a Alexa e a Kim. Não dá mesmo – ela fez uma careta.
- Hum ok – disse baixinho, olhando para as mãos.
- Mas ainda nos vemos amanha na escola, certo? – ele olhou para ela fazendo uma careta e emitindo um “ham...” – oh...tu não vais amanha?
- É o último dia de aulas, não vou lá fazer nada – desculpou-se ele.
- Pois é, és todo mauzão e rebelde, já me tinha esquecido – ele riu-se com a afirmação dela, ele tinha-lhe dito o mesmo em relação a ela no dia anterior, e ironicamente a razão era exatamente o oposto. - Tu é que sabes – encolheu os ombros.
Estranhamente veio-lhe à cabeça o momento de há pouco, de ela a fumar. Também ele fechou os olhos e suspirou.
- Tudo bem. Eu vou.
Ela cerrou os olhos e mostrou um pequeno sorriso provocador
- De certeza? Não te obrigo a fazer nada. – repetiu ela as palavras dele.
- Não não, eu quero ir! – riram-se os dois – mas vais ter de me ajudar a aturar a aula do Harries.
- Tudo bem – disse ela.
Mary olhou para casa, pela janela, e de seguida de novo para ele.
- Tenho de ir. Vemo-nos amanha na escola – despediu-se a sorrir.
- Sim, vemo-nos amanha – concordou ele.
Mary deu-lhe um beijo rápido de despedida na bochecha e saiu do carro começando a caminhar para a casa. Depois de a ver entrar, ele suspirou, abanou a cabeça a sorrir e arrancou.
Capitulo 12 - Encontros e Mais Encontros Parte 1

- E tu aceitaste? – perguntou Kim. As três raparigas encontravam-se perto do cacifo de Mary, preparavam-se para irem almoçar. Mary tinha acabado de contar sobre o telefonema de Justin na noite anterior.
- Claro que aceitou! – guinchou Alexa, entusiasmada. Mary riu-se. Ela era sempre assim.
- Sim, aceitei – concordou –, mas disse-lhe para não se armar em idiota – as outras duas assentiram. – Vamos ver como corre...
- E é para quando esse encontro?
- Não sei ainda. Não tivemos oportunidade de falar bem – disse Mary fazendo uma careta.
Quando se afastavam dos cacifos para irem almoçar apareceu Justin do nada e agarrou o braço de Mary, começando a puxa-la, sem fazer muita força.
- Tu vens comigo – disse apenas.
- Hey espera – reclamou Mary impedindo-o de continuar a puxa-la. – Onde vamos?
- Almoçar – declarou. – Vamos!
- Bem, parece que agora – respondeu Mary a anterior pergunta de Alexa, que, juntamente com Kim, olhava para a situação com as sobrancelhas arqueadas.
- Boa sorte! – acabou Alexa por dizer.
- Até logo – acrescentou Kim. Olharam-se as duas e abanaram a cabeça, a rir-se, continuando depois a andar para irem almoçar.
∞∞∞
Foram no carro de Justin até um restaurante no centro da cidade. Depois de fazerem o pedido o silencio instalou-se por uns momentos. Mary estava pensativa. Ponderava se devia perguntar o que queria ou não, tinha duvidas que ele respondesse...
O rapaz tirou um maço de cigarros do bolso do casaco, tirou um cigarro e também um isqueiro, acendeu-o e voltou a guardar. Ponderou se haveria de oferecer um a Mary, mas depois lembrou-se da rapariga que tinha á sua frente e riu-se mentalmente.
Ela olhava-o atentamente e quando ele espeliu o primeiro bafo deciciu-se a prosseguir.
- Posso te fazer uma pergunta? – juntou as sobrancelhas concentrada.
- Claro – respondeu ele descontraidamente dando outra passa no cigarro.
- Porque é que és assim? – Justin juntou as sobrancelhas, não percebendo a pergunta, e Mary abanou a cabeça por não se ter feito entender bem.
- Assim como?
Mary fez uma pausa para pensar bem.
- Assim todo rebelde e mal comportado e despreocupado com a vida.
Justin riu-se. Ia brincar com a situação, como sempre fazia, mas ao olhar para a rapariga, para a sua expressão carregada e notavelmente curiosa, suspirou.
- Não sei bem – respondeu enquanto apaga o cigarro. Essa pergunta pô-lo a pensar muito e ele teve de olhar bem para dentro de si para conseguir responder. Voltou a suspirar. – Bem, a minha mãe teve-me quando era ainda muito nova e passado um tempo o meu pai não aguentou a pressão e as dificuldades e acabou abandonar-nos. A vida não fora simpática nem fácil para mim e para a minha mãe e acho que por essa razão comecei a fazer algumas coisas assim estúpidas, irresponsáveis e que não devia. Não sei mas, a adrenalina que sentia... fazia-me esquecer os problemas. Gostava dessa sensação.
Mary assentiu com a cabeça
- Mas se até tu admites que são coisas estúpidas, porque fazes?
- Habituei-me – encolheu os ombros. - Acho que esta faceta de mauzão já se apoderou de mim. E fica-me demasiado bem para a abandonar. – ajeitou o casaco de cabedal e riu-se. Não sabia porque lhe estava a contar esta história, porque estava a desabafar ou porque estava a confiar nela, a verdade é que mal a conhecia, mas o seu rosto transmitia-lhe confiança e segurança. Ela transmitia-lhe conforto. E sem perceber muito bem como, abriu-se com ela. E até lhe estava a saber bem...
Ela também se riu com a sua última afirmação. Era verdade, aquele ar de mauzão até lhe ficava bastante bem.
- E o teu pai? – perguntou ela com voz baixa – voltas-te a vê-lo depois de ele se ter ido embora?
- Sim – Justin engoliu em seco – há cerca de três anos ele apareceu ai... casado e com dois filhos... disse que queria voltar a fazer parte da minha vida – Mary inquiriu-o com o olhar – demorou, mas acabei por aceita-lo de volta. Ele mudou-se para cá com a sua nova familia e pode-se dizer que é um pai presente.
Mary sorriu. Nunca pensou que o rapaz se fosse abrir assim com ela. A verdade é que não eram amigos, mal se conheciam na verdade, e a imagem que ele fazia transparecer era de um rapaz frio e que não gosta de desabafar, e dificilmente confia nas pessoas. Não sabia porque razão o tinha conseguido pôr a falar, mas isso agradava-lhe.
Quando acabaram de comer Mary olhou para o relógio.
- É melhor voltarmos para a escola. Está quase na hora da última aula.
- Então e se não voltássemos? – Justin chegou-se mais para a frente e arqueou as sobrancelhas.
- Estás a falar em faltar? – o rapaz assentiu – Eu não posso faltar – ela negou com a cabeça.
- Pois é, és toda certinha, já me tinha esquecido – Justin sorriu com ironia e ela revirou os olhos. – Na boa, vamos lá então para a escolinha!
No caminho de volta para a escola Mary voltou a debater-se com o que queria dizer.
- Sabes... gostei muito de ter almoçado contigo hoje. Obrigada por me teres convidado.
Justin riu-se levemente. A sua extrema boa educação fazia-o rir.
- Se quiseres podemos repetir. Que tal amanhã? – Ela sorriu.
- Perfeito. E até tenho tarde livre, escusamos de faltar às aulas e tudo.
- Perfeito! – Ele repetiu as suas palavras e voltou a rir.
Ao chegar à escola separaram-se na sala de alunos para cada um seguir para a sua aula.
Capitulo 11 - Reação do Dia Seguinte

Estavam na sua hora de almoço e as três raparigas caminhavam pelos corredores da escola, já depois de terem almoçado. Ao fundo do corredor apareceu Justin, com uma mão no bolso e outra a agarrar a alça da mochila que estava num dos seus ombros. Quando estava prestes a passar por elas Justin sorriu.
- Bom dia meninas! – disse ele com um sorriso estúpido na cara.
- Bom dia – responderam as três em coro.
- Tudo bem? – acrescentou, ainda a sorrir, olhando a rapariga loira.
- Sim, tudo óptimo! – respondeu Mary com um sorriso sarcástico.
- Uh alguém esta de mau humor... – gozou ele – que se passa miúda? Não te divertiste na feira?
- Tinha me divertido mais se não houvesse lá tantos idiotas
- Eh calma betinha – reagiu Justin – tens de te descontrair mais. Olha que isso faz rugas – apontou para a cara contraída da rapariga. De seguida passou por elas e foi-se embora, ainda a sorrir. Mary bufou e começou a andar em direcção aos sofás que estavam mais adiante para depois se sentar enquanto chamava o Justin de idiota na sua mente, vezes seguidas. Kim e Alexa seguiram-na e sentaram-se a seu lado, com uma cara confusa.
- Que foi aquilo? – Perguntou Kim. Não percebiam nada do que se tinha acabado de passar entre aqueles dois.
- Ele... – começou – Nós beijamo-nos. Na feira – as outras duas esbugalharam os olhos, chocadas.
- O quê? Como assim? – reagiu Alexa perplexa.
- Ele agarrou-me, puxou-me e beijou-me. E depois foi-se embora. – explicou Mary, transparecendo calma.
- Tu? Curtis-te com o Justin McCann? Oh meu deus! – guinchou Alexa, visivelmente chocada e ao mesmo tempo entusiasmada. Como é que aquilo tinha acontecido? Não estando a querer dizer que a amiga não fosse suficiente boa para ele, apenas não percebia porque ela não era de todo o género dele, pelo que percebia. Ele andava com várias raparigas, e de certeza que ela não tinha conhecimento da maior parte delas, era verdade, mas nunca o tinha visto o mínimo interessado numa rapariga como a amiga: bem-educada, estudiosa, inocente. “Bem, há uma primeira vez para tudo”, ponderou.
- Sim, parece que sim – suspirou a rapariga loira.
- Então e como é que foi? – perguntou Kim, olhando-a.
- Como foi? – não tinha percebido bem o sentido da pergunta.
- Sim, ele beija bem? – perguntou Alexa a sorrir e com as sobrancelhas arqueadas. Mary corou. Sim, pensara, mas a verdade é que não tinha como comparar se tinha sido bom ou mau.
- Não é isso – continuou Kim. – Como é que te sentis-te?
- Bem – começou, pensando e ponderando na resposta. – a verdade é que não tenho muita experiencia no assunto para dizer se foi um bom beijo ou não. Na verdade nenhuma experiência. – as outras duas continuavam a olha-la e a ouvi-la atentamente – Nunca tinha beijado um rapaz antes – as amigas não pareciam surpreendidas com a afirmação da loira. Ela tinha andado num colégio apenas com raparigas, era normal que nunca tivesse estado com um rapaz.
- E ficaste desapontada por ter sido com ele? – Kim parecia ler os pensamentos da rapariga.
- Desapontada? – interveio Alexa – ele é lindo! Até pode ser um mau partido, mas é lindo.
- Alexa! – repreendeu Kim.
Mary riu-se – Sim, ele é lindo – concordou com a amiga. – Mas, quando se espera tanto tempo por uma coisa criam-se algumas expectativas. Eu tinha sonhado com o primeiro beijo perfeito, com o rapaz perfeito, de quem eu gostasse muito e o sentimento fosse mutuo – fez uma pausa e suspirou. - Em vez disso foi com o Justin, que apesar de ser lindo – olhou para Alexa a sorrir – é um rapaz que mal conheço, e o que conheço não é particularmente bom, e apanhou-me completamente desprevenida e fora apenas para ele se poder divertir um pouco – voltou a suspirar. - Sei que estamos apenas a falar de um beijo estúpido, mas eu tinha pensado em tudo e esperava que fosse alguma coisa que me fosse lembrar mais tarde como perfeita e amorosa.
- Ohh não é nada estúpido – tranquilizou Kim. – É querido pensares assim. E o primeiro beijo é um momento que deve ser lembrado para sempre. Também é considerado importante.
- Sim, e o Justin é um estúpido por te ter tirado o teu beijo de sonhos – Concordou Alexa. Quando tocou para a entrada as três amigas separaram-se para irem para as respectivas aulas. Mary sentia-se melhor, agora que tinha desabafado com as amigas. Sentiu-se grata por ter feito amizade com elas mal chegou. Elas estavam a mostrar-se óptimas amigas.
∞∞∞
Já na última semana de aulas Mary respirava de alivio por já ter acabado os testes e por as suas notas terem sido bastante boas. Tinha tido as melhores notas da turma em todas as suas disciplinas. Sentia-se até orgulhosa de si mesma, e os seus pais também.
Terça feira á tarde ela encontrava-se no quarto, apenas deitada na cama a ler e ouvir musica, feliz por poder ficar uns tempos afastada dos livros e cadernos. Como não achava a matéria muito difícil, considerou que não teria de estudar nas férias de natal, sem contar com uma revisãozinha que faria pouco antes das aulas começarem para se relembrar.
O telemóvel de Mary começou a tocar, e ela fez uma careta quando foi atender. Não conhecia o número.
- Sim? – atendeu.
- Olá betinha, tudo fixe? – Mary esbugalhou os olhos ao ouvir aquela voz, e aquela alcunha.
- Justin? – perguntou com uma voz confusa. - Como conseguiste o meu número?
- Tenho os meus métodos – ele clareou a garganta.
- Ah, hum, e o que queres de mim? – continuava confusa. Porque estaria Justin a ligar-lhe? Assim de repente não se lembrava de nenhum assunto que tivessem para conversar.
- Estive a pensar, por acaso não queres ir sair um dia destes? – Mary sorriu
- Por acaso estás a convidar-me para um encontro?
- É o que lhe quiseres chamar. Queres ou não? – a educada rapariga não ligou ao modo como ele falou, já era habito.
- Aceito – disse depois de pensar um pouco no assunto – Com a condição de não te armares em idiota. – acrescentou logo a seguir, a pensar na última vez que estiveram juntos.
- Não sei de que falas – ele riu-se. Mary ouviu passos no corredor e depois bateram á porta. A sua mãe chamou-a para jantar e voltou a sair.
- Tenho de ir – disse.
- Ok, falamos depois – despediu-se ele.
- Até manha – Desligou a chamada a sorrir e desceu para jantar. Os seus pais estavam já sentados á sua espera e começaram a comer depois de ela se sentar.
- Estava a falar com quem? – perguntou-lhe a sua mãe, por mera curiosidade.
- Com a Kim – Mary não desviou o olhar do prato ao responder. Odiava mentir. Principalmente aos pais, mas rapazes não era definitivamente um assunto para se falar com eles.
∞∞∞
Justin desligou a chamada com um sorriso na cara, mesmo sem dar por ele. Já tinha passado algum tempo desde o seu súbito interesse na rapariga certinha, e a verdade é que nem tinha sentido necessidade de voltar a estar com ela durante esse tempo, depois do seu encontro na feira. Estivera entretido com umas quantas raparigas que ia conhecendo durante esse tempo. Quando se fartara de Sheilla, a sua ultima conquista, há cerca de uma semana, começou a sentir-se sozinho e a precisar novamente de acção.
Voltara a lembrar-se de Mary e em como seria divertido conseguir tê-la. Não tinha esquecido essa ideia nem esse desejo, apenas se tinha distraído, com tantas outras diversões á sua volta.
Uns dias depois desse relembro pediu o numero da rapariga a um amigo seu e nessa tarde decidira ligar-lhe. Ela, claro achara estranho ele estar a ligar-lhe. Foi directo ao assunto e perguntou se ela queria sair com ele. Ela aceitou, apesar de ter dado um nome pomposo á coisa e de ter imposto a condição de ele se portar bem, o que o fez rir. Depois de ela desligar ficou a pensar no assunto. Lembrou-se do seu último encontro com a rapariga e lembrou-se no tipo de rapariga que ela era. Chegou á conclusão que, se calhar, agira muito precipitadamente na noite da feira. Muito provavelmente ela tinha ficado a acha-lo ainda mais arrogante e idiota do que já achava. Mas então porque tinha aceite sair com ele? Justin não conseguia arranjar uma resposta para isso. Resolveu então ter mais calma com ela e não voltar a precipitar-se, para não a afugentar, mas não prometia que fosse bem sucedido.
Ok, e um mês depois aqui está mais um capitulo. Tenho mesmo de escrever mais e mais depressa.
Odeio demorar tanto tempo a escrever...
O titulo esta um bocado estúpido, mas não conseguia arranjar mesmo nada..
Mas obrigada a quem lê e comenta, obrigada mesmo. Adoro-vos s2